By Helio

..Nascido em janeiro de 1962, caçula de três filhos de Hélio e Ladir, filho de talentoso cabeleireiro, que chegou a receber o prêmio Belfort Duarte de disciplina como jogador de futebol, mas logo depois descobriu um alisante  revolucionário para cabelos da raça negra -o henné do helinho- o mais vendido na década de 60. Hoje, aos oitenta, tem muita história pra contar.
…Ladir, mãe dedicada, enfrentou uma separação conjugal e, com muita luta e criatividade, educou seus três filhos, dando-os verdadeiros exemplos de fraternidade e amor ao próximo.
. Em minha memória, estão muito vivas as visitas à ABBR, onde havia uma linda adolescente de nome Meimei, engessada até o pescoço. Lembro-me, também, de sempre pegar um senhor na rocinha e levá-lo à nossa casa , cortando seus cabelos, unhas, dando-lhe roupas e levando-o novamente. Essa minha mãe não era fácil, me ensinou a costurar e, aos sete anos, fiz uma colcha de retalho para Pig, meu cão pequinês. Depois, aprendi a decorar cabides, realizar pinturas em cangas com inúmeras técnicas. Aos onze, ela fazia constantes visitas à amiga Maria Antônia, pintora portuguesa que me encorajava nas artes. Minha irmã Nádia me confessou, em 2006, que apesar de ser caprichosa, a  Maria Antônia olhava meus rabiscos e comentava: este menino tem futuro.
..Vamos dar uma esticada até os 15 anos do Hélio,quando morando em Copacabana gostava de pegar jacaré,mas nos dias em que se tatuava com hidrocor ia para o posto 6   onde não havia ondas e não corria riscos das tattoos saírem.

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